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Artigos sobre karate

Boas razões para manter seu treinamento da criança nas artes marciais por Joseph Galea & Casiano Bert ( NAPMA )


Há muitas razões para inscrever seus filhos e mantê-los treinamento nas artes marciais. Arte marcial constrói auto-confiança e ensina a disciplina que irá fornecer uma base sólida de que seus filhos vão desenvolver um caráter forte. Ao estudar as artes marciais é divertido, as crianças estarão aprendendo lições importantes em valores e respeito que irá moldar a forma como eles vêem o mundo em torno deles. E mesmo que ensinar para evitar confrontos, em caso de necessidade, as crianças podem ser seguro em seu conhecimento de como defendê-los contra danos físicos. Este é o poder derivado das artes marciais. 

arte marcial constrói auto-confiança. 
É um físico e exigente “do esporte.” As crianças que participam e progredir nas artes marciais vai desenvolver uma atitude positiva que eles podem ter com eles para ajudar a realizar outras tarefas importantes e enfrentam outros desafios em suas vidas.
 A nossa escola é dedicada a tornar os seus filhos se sintam aceites, bem como motivado. 
Nós nos concentramos em oferecer às crianças um ambiente positivo, onde podem construir a sua confiança, mesmo após um dia ruim na escola ou praticar um esporte.
 É um lugar onde eles vão encontrar apoio quando se sente para baixo ou desanimado. Estamos prontos e capazes de dar aos seus filhos o apoio adicional para enfrentar os desafios da vida e permanecer no caminho certo. 
Além da estrutura que você fornecer em casa, arte marcial também oferece o seu filho com a disciplina.
 Trata-se de vir para a aula na hora e seguindo as regras da escola e da política. Ele também diz respeito à educação para respeitar a si e aos outros, que é uma importante 
meta que nós nos esforçamos para incutir nos nossos alunos.
 Nós ensinamos as crianças a não sentir que não pode completar uma tarefa, porque é muito difícil ou porque falhei a primeira vez. Em vez disso, ensiná-los a relaxar, reagrupar e dar a100 por cento esforço novamente.A disciplina 
que eles aprendam os ajuda a manter o foco e trabalhar duro para atingir seus objetivos.
 
artes marciais é uma ferramenta que pode ajudar seus filhos em outros esportes, bem como mantê-los em forma e saudável.
 Muitos exercícios que praticamos melhorar as habilidades que eles precisarão de outras atividades extracurriculares. 
Por exemplo, equilíbrio e coordenação olho-mão são as habilidades que são essenciais em esportes como beisebol, futebol, ginástica e futebol.
 
treinamento de artes marciais pode dar aos seus filhos o vantagem competitiva.
 
Sabendo que eles podem defender-se quando surge um problema é outro benefício que os seus filhos derivam de treinamento de artes marciais.
 As artes marciais não apenas ensinar as crianças como defender-se fisicamente, mas o mais importante, como evitar situações perigosas. 
Evitar a situação ao invés de estar em um confronto físico é um conceito importante que os instrutores ensinam tanto indiretamente e diretamente.
 
Através das artes marciais, seus filhos vão aprender muitas lições valiosas que irão ajudá-los ao longo da vida ea melhor coisa sobre ele é que é divertido.
 Eles não podem nem mesmo perceber que estão aprendendo todos esses “valores”. Não é apenas agradável para eles aprender novas habilidades e vê-los a melhorar vai enchê-lo com orgulho. 
Por que ficar de fora?
 Arte marcial é uma atividade que você pode fazer como uma família. É uma maneira de gastar mais tempo de qualidade com seus filhos, e isso é inestimável no mundo agitado de hoje. Arte marcial é uma forma de arte que existe há muitos séculos e é ensinado em todo o mundo de hoje. Seus ensinamentos são inspiradoras e únicas.Os valores e lições de artes marciais podem ajudar seus filhos a tornar-se melhores cidadãos e tornando-se melhor equipados para lidar com as muitas situações que irão enfrentar em suas vidas acadêmicas e pessoais

   
 
         

 

 
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Publicado por em 22/07/2012 em Artigos

 

Socos do Karate


Tsuki waza (técnicas de soco) é a parte do karate que estuda os golpes diretos com os punhos é, isto é, aqueles golpes — atemi-waza— que são aplicados com as mãos numa trajetória mais ou menos direta. À falta de uma tradução melhor, pode-se dizer que são socos aplicados, mas nesta parte veem-se golpes que são aplicados com os dedos.

Execução

De forma simplificada, as técnicas de soco desenvolvem-se impulsionando os punhos numa trajetória que sai do hara (腹?) até o alvo. Os golpes podem ser organizados e identificados segundo suas formas e variações, sendo as formas uma técnica específica (grosso modo, um tipo de soco) e as variações, simples modos de aplicar uma técnica, tal como o Oi zuki jodan, que é um golpe direto à cabeça do adversário.[1]

Os socos, para um olhar destaento, são considerados apenas como formas de ataque, porém, se for bem executado, respeitando exatamente a técnica, serve para repelir um ataque simultâneo, fazendo com que o contragolpe seja afastado do lutador.[carece de fontes?]

Classificação conforme a técnica de punho

Teken no katachi (手拳の形?). Conforme se usa uma ou outra técnica de punho, pode-se classificar um soco de caratê.

Seiken zuki

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As técnicas de seiken zuki (正拳突き?) são formadas pelos golpes aplicados usando as técnicas de punho fechado. Todavia, a área real de impacto não repousa sobre todos os quatro dedos fechados mas somente entre indicador e médio, haja vista que tal área forma exatamente uma linha reta desde si até o cúbito, além de ser bem menor, o que implica numa concentração maior da energia do golpe. Em verdade, busca-se transformar o antebraço numa espécie de lança.

Nukite zuki

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Os socos em nukite zuki (貫手突き?) são golpes aplicados usando as técnicas de dedo em forma de agulha ou lâmina, isto é, são golpes de natureza perfurantes e somente visam pontos determinados, mormente aqueles específicos para de pronto incapacitar. Tais metas são apontadas por conhecimentos de kyusho waza.

Shi zuki

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Os golpes de shi zuki (ン突き?) são aplicados usando as técnicas de dedo em forma de bico, com os dedos formando uma ponta sólida.

Classificação conforme a posição final do punho

Tekubi no kaiten (手首の回転? rotação do punho)

Kara zuki

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Com uma rotação do punho em 180º, executa-se um kara zuki (立て突き?). É a forma básica de choku zuki, da qual todas as demais derivam: o punho atacante sai desde o tanden, com a palma para cima, e vai até o foco do ataque, finalizando-o em seiken.

Visão frontal.

 

Tate zuki

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O golpe em tate zuki (立て突き?) é executado rotacionando o punho em 90º, deixando-o “de pé”. É uma forma mais relaxada da técnica, o que permite a troca sucessiva mais célere de golpes. Sua origem no caratê busca-se no estilo Tomari-te, que grosso modo desconhecia a técnica com rotação completa do punho, haja vista que esta última técnica seria de emprego arriscado, porque poderia sofrer um contragolpe exatamente no punho, causando extrema dor.[2]

Ura zuki

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O golpe de ura zuki (裏突き?) é indicado para aquelas situações nas quais o contacto entre os oponentes é muito rente, a técnica é executada à curta distância, mantendo-se o punho com a palma da mão para cima.[3] Tal como sucede com a técnica de kara zuki, o punho deve ser rotacionado, assim, desde o tanden encontra-se invertido em relação à posição final da técnica.

Classificação conforme a perna que avança

Oi zuki

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Executa-se oi zuki (追い突き?) golpeando-se com o punho correspondente ao pé que avança,[3] isto é, executando um passo, o golpe sai de modo simultâneo e assim também finaliza, no momento em que terminar a passada, o golpe tem que atingir o alvo. Oi Zuki também é conhecido como soco com perseguição, posto o lutador desferir um golpe enquanto se dirige até seu oponente, que eventualmente estará ou a fugir ou a recuar.

Gyaku zuki

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Semelhante a oi zuki, pero gyaku zuki (逆突き?) é executado com o punho inverso ao pé que avança,[3] aproveitando o movimento circular da cintura até mais eficaz. Usa-se mais em contra-ataques.

Kizami zuki

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Sem alterar a base ou dar um sobrepasso, o lutador gira a cintura (hara) e desfere o golpe em kizami zuki (刻み突き?) com o punho que estiver à frente (junto com a perna avançada). A potêndia da técnica está toda no movimento do corpo, da cintura. Serve mormente como bloqueio ou como “sombra” para execução de outro golpe.

Nagashi zuki

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Executa-se um nagashi zuki (流し突き?) esquivando-se, isto é, quando o lutador movimenta-se diagonalmente de molde a desviar dum ataque, o golpe é desferido em posição semi-circular, a cintura move-se para potencializar a energia.

Naoshi zuki

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Naoshi zuki (流し突き?), ou ren zuki (連突き?), é uma seqüência de socos.

Nidan zuki (二段突き?): dois socos seguidos, sendo ambos chudan;

Sanbon zuki (三本突き?): três socos seguidos, sendo o primeiro jodan e os próximos chudan

Gyaku sanbon zuki (逆三本突き?): três socos seguidos, sendo todos chudan.

Tomoe zuki

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Tomoe zuki (巴突き?)[4] é uma sequência de um soco reto e um circular, no qual o braço que ataca assume uma forma de um vibrião. Situa-se como técnica intermédia de mawashi zuki e furi zuki.

O golpe inicial sai reto, mas o braço — ude — gira logo ao fim do percurso impulsionado pela rotação da cintura. A técnica visa principalmente o plexo solar:[5] o primeiro golpe atinge a resgião, retirando o fôlego do adversário ao despejar a energia contra o diafragma, enquanto o segundo golpe atinge ou o fígado ou o baço. Adcionalmente, o segundo golpe possui potencial defensivo, pelo que é capaz também de desviar um gontragolpe.

É encontrado este golpe nos katas fukyugata ni, bassai e rohai.

Classificação conforme a trajetória do punho

Tekubi no kiseki (手首の軌跡? trajetória do punho).

Choku zuki

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A técnica de choku zuki (直突き soco direto?) é executada partindo o punho de ataque armado ao lado do copo,[3] rente ao hara, em movimento direto e rotacionado até o alvo; o cotovelo permanece sempre rente ao corpo, no fito de também defletir eventuais contra-ataques.[6]

Há duas formas de execução: em trajetória direta em ângulo e linearmente no eixo central do corpo. Quando se executa em movimentação de “caminhada”, de passo — como durante uma luta (kumite) —, não deve se resumi-la apenas nos movimentos de braços e mãos, o cerne não se exaure nela mesma, ao contrário, o escopo é canalizar toda a energia (ki) na extremidade do punho.

A postura influencia sobremaneira e o lutador deve executar harmonizando o corpo com o movimento circular de cintura, o qual transferirá o movimento cinético dos passos (e idealmente da Terra) para o ponto de contato. Importante ainda o praticante manter, ao caminhar, a mesma altura (ayumi dashi), pelo que entonces o esforço será mínimo e o equilíbrio não será afetado.

A origem da técnica na cércea do caratê repousa principalmente no estilo Shuri-te,[7] no qual é mais praticada a forma em seiken. Tanto que se refere a oi zuki e gyaku zuki como sinônimos de choku zuki.

Age zuki

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O movimento de age zuki (揚げ突き?) ascendendo o punho. Diferencia-se do Choku Zuki Jodan porque neste o punho segue uma trajetória direta, desde o tanden até o rosto do adversário e, em age zuki, o punho move-se tal e qual um pêndulo. O golpe aparece no kata Enpi, do estilo Shotokan.

Gedan zuki

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Semelhante a age zuki, pero em gedan zuki (下段突き?), ou otoshi zuki (落突き?), o punho vai em direção descendente. Dependendo so estilo praticado, o punho pode seguir ao alvo numa trajetória reta simples ou conjugada a um movimento semi-circular.

Yoko zuki

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O golpe de yoko zuki (横突き?) é direcionado para a lateral do corpo. Recomenda-se usar da técnicas apenas em bases altas, como sanchin dashi, no fito de possibilitar o giro de cintura e conduzir adequadamente a energia.

Heiko zuki

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A técnica de heiko zuki (平行突き?) compreende dois golpes diretos executados juntos com os braços paralelos.

Morote zuki

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Similar a heiko zuki, mas em morote zuki (諸手突き?) os punhos deslocam-se como se se encontrar fossem no alvo: os braços ao fim do movimento formam um triângulo com o tronco.

Awase zuki

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awase zuki (合わせ突き?) é um soco em forma de “U” ou “V”, executado mormente com o braço superior em posição inversa à perna que avança. A trajetória de ambos os golpes são diretas.

Sayu zuki

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Similar a yoko zuki, porém em sayu zuki (左右突き?) saem dois golpes simultâneos a ambos os lados, fazendo com que o corpo assuma a forma de T. A contrário do que se pode imaginar a priori, não se trata exatamente de dois golpes dirigidos a dois adversários diversos, mas de um golpe que visa canalizar a energia do ataque linearmente contra um único adiversário. Em verdade, pode e deve conforme o caso ser usado contra dois oponentes, porém é muito eficaz contra um alvo específico, pois canaliza a força de dois ataques contra um ponto específico.

Wa zuki

Chama-se de wa zuki (輪突き?) àquele golpe directo feito com trajetória cicular, isto é, o alvo ainda é um ponto determinado no corpo do adversário, pero, assim como sucede principalmente no boxe, a linha que a mão segue é uma curva. Não é uma técnica fácil de ser dominada eficazmente, mas é muito poderosa, pois é naturalmente evasiva e ofensiva de molde simultâneo.

Mawashi zuki

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A principal espécie de soco circular é o mawashi zuki (回し突き?), no qual a trajetória é um semi-cículo, ou um círculo raso.

Furi zuki

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Executa-se o furi zuki (振り突き?) saindo da posição junto ao corpo, o braço que ataca abre-se lateralmente levando consigo a mão para longe do corpo, de modo a afastar mais ocotovelo, e conduzindo o punho em arco para frente. Detalhe: deve-se virar a palma da mão que ataca ligeiramente para fora.[8]

Kagi zuki

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O soco em gancho é chamado de kagi zuki (鉤突き?), é muito próximo ao upper cut do boxe, com o qual guarda muita semelhança.[8]

Hasami zuki

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Com dois socos circulares executa-se o hasami zuki (はさみ突き?), cujas trajetórias se fecham em direção alvo. Diz-que é um soco em forma de tesoura.

Yama zuki

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A técnica de yama zuki (山突き?) é uma variação da forma direta awase zuki, mas é executado com os golpes superior e inferior aplicado em semi-círculo. Além de o lutador aplicar os golpes com os punhos, deve inexoravelmente usar do tanden, no escopo de potencializar a energia usada.[8]

Sun zuki

Sun zuki (山突き?) é conhecido como “soco de uma polegada”,[9] ou seja, o punho percorre um espaço mínimo até o alvo.

Notas

[a] ^  Por idiossincrasia da língua japonesa o fonema de /ts/, quando composto, muda para /z/, assim, o que seria «oi tsuki» passa a ser «oi zuki».
 
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Publicado por em 01/02/2012 em Artigos

 

Uma aula de Karate



Aprendendo a lutar…

 

Uma aula de karate clássica tem geralmente três elementos: um primeiro momento de ginástica de aquecimento com o propósito de preparar o corpo para a atividade prevenindo lesões, um segundo momento de treinamento das técnicas básicas do karate através da repetição de certos movimentos isolados ou combinados (kihon e Kata) e por fim o treinamento das técnicas de combate propriamente ditas (kumite)

 

PRIMEIRO MOMENTO (AQUECIMENTO)

A ginástica da aula de karate não tem por objetivo trabalhar a questão do condicionamento físico e a força, podendo fazer isto, mas não havendo obrigatoriedade neste sentido, mas tem necessariamente, que preparar o aparelho cardiovascular e musculoesquelético para os esforços que virão a seguir, ou seja, deve ser progressiva e sempre possuir exercícios de alongamento de todos os músculos. A maioria dos professores inclui neste momento ou durante a aula, exercícios de força de abdômen e membros superiores.

 

SEGUNDO MOMENTO (KARATE)

O segundo momento é a alma do aprendizado do karate mesmo, pois é quando o iniciante aprenderá os movimentos, o aluno mais graduado poderá aprimorá-lo e quando se trabalha a resistência física específica do karate.Existem variantes infinitas de tipos treinamentos propósitos a se alcançar aqui, mas a maioria dos professores trabalha umas poucas técnicas por aula preferindo a qualidade das técnicas à quantidade das técnicas mas enfrentam um problema grande pois a mentalidade das pessoas formadas numa sociedade de consumo gosta de variedade para “descansar a cabeça” e o sacrifício de exercício de mente vazia (mushin) nem lhes passa pela cabeça.

O terceiro momento da aula é quando se aprende a lutar, mas engana-se quem pensa que se luta logo na primeira aula. O karate não é uma arte marcial fácil, embora seja simples. Ele exige empenho e dedicação para ser eficiente em seus propósitos e se lutasse bem logo na primeira aula, certamente ninguém enfrentaria cinco anos para conseguir o reconhecimento de faixa preta diante de uma banca examinadora séria.

Inicia-se aprendendo a dar socos e mirar e acertar num alvo segundo uma trajetória excelente (soco reto) isto em pé diante do adversário. Neste momento fica claro que a pancada dada com maldade pode resultar em outra no sentido contrário e surge o respeito pelo reconhecimento da própria fragilidade.

Passa-se a aplicar golpes pré-determinados em deslocamento em linha reta para se aprender a noção da coordenação em deslocamento, a técnica de se aplicar um golpe com força e equilíbrio e o tempo correto de se aplicar a defesa (principalmente) e o contra ataque: é o Gohon-kumite e o Sambom-Kumite.

Dominada esta etapa, vem o treinamento de defesas com esquivas onde se aprende a ficar mais ousado (porque se ficou mais rápido e com uma melhor noção de tempo de combate) e se esperar até o último segundo antes de se desviar dos golpes do adversário obtendo-se assim o efeito surpresa e a possibilidade de atacar pontos vitais antes difíceis de acertar no contra-ataque pela própria posição do adversário e a própria: é O Ippon-Kumite.

Então se inicia o treinamento de simulações de combate com base livre onde um adversário fala que golpe vai ser feito e tenta vazar a guarda do outro que deverá conter o medo que o faz querer afastar-se e esperar o ataque para defender e contra-atacar. Quem ataca vai desenvolver, aqui, a velocidade de ataque (não a finta) e quem defende vai desenvolver confiança em si mesmo (coragem) para esperar e poder fazer o melhor contra-ataque. É o Jiyu-Ippon- Kumite.

TERCEIRO MOMENTO (KUMITE)

Pode-se paralelamente a este treinamento, iniciar o treinamento de tempo de combate, iniciando pelo mais simples, que é o GO-NO-SEN, onde o propósito é o contra-ataque.

Neste treinamento, quem ataca vai definir qual ataque vai fazer e o adversário tentará defender e contra-atacar. Não necessariamente os golpes devem ser golpes de deslocamento como Oizuki ou mae-gueri, que são os adotados no Jiyu-Ippon-Kumite, certamente para forçar tanto o que ataca (pela dificuldade de aplicar estes golpes, principalmente quando o adversário sabe que serão eles os aplicados) como quem defende, antes, geralmente se fazem golpes que se usam mais em combate tipo kizami-zuki e guiaku-zuki.

Dominada esta técnica, podem-se treinar as técnicas de SEN-NO-SEN e TAI-NO-SEN, mas a discussão delas será assunto de outro texto.

À parte disto podem-se ensinar os alunos a “brincar de Karate” no SHIAI-KUMITE que é o combate por pontos segundo determinados regras, excelente motivação para os alunos, mas perigoso quando não há amadurecimento adequado no aluno sobre o real significado dele.


MOMENTOS FINAIS (RELAXAMENTO)

Nos momentos finais, antes da meditação (MOKUSO) pode o professor fazer alguns comentários sobre a aula e a vida e então se faz a formação para o encerramento.

 

 
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Publicado por em 28/10/2011 em Artigos

 

Nijukun – As 20 normas de Gishin Funakoshi


Niju Kun são os vinte mandamentos do Mestre Gishin Funakoshi:

Hitotsu – Karatedo Wa Rei Ni Hajimari Owaru Koto
Wo Wasasuruna
Não se esqueça que o Karatê deve iniciar com saudação e
terminar com saudação

Hitotsu – Karate Ni Sente Nashi
No Karate não existe atitude ofensiva

Hitotsu – Karate Wa Gi No Tasuke
O Karatê é um assistente da justiça

Hitotsu – Mazu Jiko Wo Shire Shikoshite Tao Wo Shire
Conheça a si próprio antes de julgar os outros

Hitotsu – Gijutsu Yori Shinjutsu
O espírito é mais importante do que a técnica

Hitotsu – Kokoro Wa Hanatan Wo Yosu
Evitar o descontrole do equilíbrio mental

Hitotsu -Wasawai Wa Getai Ni Shozu
Os infortúnios são causados pela negligência

Hitotsu – Dojo Mo Mi No Karate To Omouna
O Karatê não se limita apenas à academia

Hitotsu – Karate No Shugyo Wa Issho De Aru
O aprendizado do Karatê deve ser perseguido durante toda a vida

Hitotsu – Arai Yuru Mono Karateka Seyo Soko Ni Myomi Ari
O Karatê dará frutos quando associado à vida cotidiana

Hitotsu – Karate Wa Yu No Gotoshi Taezu Netsudo Wo
Ataezareba Moto No Mizu Ni Kaeru
O Karatê é como água quente. Se não receber calor
constantemente torna-se água fria

Hitotsu – Katsu Kangae Wa Motsuna Makenu Kangae
Wa Hitsuyo
Não pense em vencer, pense em não ser vencido

Hitotsu – Teki Ni Yotte Tenka Seyo
Mude de atitude conforme o adversário

Hitotsu – Tatakaya Wa Kyojitsu No Soju Ikan Ni Ari
A luta depende do manejo dos pontos fracos (KYO) e fortes (JITSU)

Hitotsu – Hito No Teashi Wo Ken To Omou
Imagine que os membros de seus adversário são como espadas

Hitotsu – Danshimon Wo Izureba Hyakuman No Teki Ari
Para cada homem que sai do seu portão, existem milhões de adversários

Hitotsu – Kamae Wa Shoshinsha Ni Ato Wa Shinzentai
No início, seus movimentos são artificiais, mas com
a evolução tornam-se naturais

Hitotsu – Kata Wa Tadashiku Jissen Wa Betsumono
A prática de fundamentos deve ser correta, porém
na aplicação torna-se diferente

Hitotsu – Chikara No Kyojaku Karada No Kankyu Waza No Shinshuku Wo Wasuruna
Não se esqueça de aplicar corretamente:
alta e baixa intensidade de força; expansão e contração
corporal; técnicas lentas e rápidas

Hitotsu – Tsune Ni Shinen Kufu Seyo
Estudar, praticar e aperfeiçoar-se sempre

 
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Publicado por em 28/10/2011 em Artigos

 

A História do Tigre do Shotokan




O Tigre do Shotokan é talvez um dos símbolos mais conhecidos no mundo das Artes Marciais Japonesas.

     

     Embora sendo uma imagem tão conhecida, quantos saberão, como apareceu, quando e quem foi o seu criador.
A criação desta figura está naturalmente associada com a introdução do Karate no Japão efectuada por Gigin Funakoshi.
Um dos grupos que organizou a primeira demonstração feita em território japonês, foi o Clube Popular Tabata, uma respeitável associação de artistas. O presidente deste clube era um famoso artista chamado Hoan Kosugi. Para além de ser um conhecido pintor, era também poeta e ensaísta.
Hoan Kosugi ficou entusiasmado com o Karate de Gigin Funakoshi, vindo a ilustrar o primeiro livro de Funakoshi, com o título de RyuKyu Kempo Karate, que foi publicado em Novembro de 1922.
Foi em 1935, quando foi publicado o terceiro livro de Funakoshi, Karate-Do Kyohan, que pela primeira vez apareceu o famoso símbolo, desenhado por Hoan Kosugi.
Existem duas versões para a criação deste símbolo, uma refere que um dos locais perto de Shuri, onde normalmente Gigin Funakoshi gostava de passear e treinar era a montanha Tarao, cujo nome significa cauda do tigre, daí a criação da imagem do Tigre. A outra versão refere que Koan Kosugi considerou o livro Karate-Do Kyohan como o Tora No Maki, ou seja, o documento de referência e de princípios do Karate de Gigin Funakoshi. Como Tora também pode significar Tigre, daí a escolha da imagem, para ilustrar o livro.·.

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Publicado por em 11/10/2011 em Artigos

 

FILOSOFIA DO KARATE-DO TRADICIONAL


 Dojo kun – 5 Máximas

         DOJO é um local de treino, local onde se busca alcançar o equilíbrio (físico+espiritual) atreves da prática do karate. Os Dojos de Karate possuem regras (Lemas = Kun) que são preceitos práticos (Influência Confuncionista) devem guiar o Karateca na sua busca do autocontrole. O Karateca relembra todos os dias ao iniciar os treinos estas cinco maximas.

HITOTSU – JINKAKU KANSEI NI TSUTOMURU KOTO

- Esforçar-se para a formação do caráter! (Caráter)

Ser uma pessoa conhecida e amável é mais importante que ser conhecido por ter força ou conseguir dar chutes e socos bonitos. Ser querido é melhor que ser temido. Tornar-se uma boa pessoa é mais importante que todo para o Karateka. Praticar karate obter principalmente paciência, generosidade, perseverança, concentração e humildade. Em combate, desenvolver a humildade, a piedade e o autocontrole.

HITOTSU – MAKOTO NO MICHI O MAMORO KOTO

- Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão! (Sinceridade)

A razão é a faculdade de avaliar, julgar, estabelecer relações lógicas e entender, é um atributo exclusivo do ser humano. O Karateka procura cada vez mais humano e, ao mesmo tempo em que combate o lado animal cultiva o espiritual. Tenta assim encontrar motivos, entender as consequências, refletir as atitudes, compreender o mundo e a vida. O que distingue o aluno de um mestre é que o “nasceu antes” para a vida de reflexão em torno dos motivos que regem a vida.

HITOTSU – DORYOKU NO SEISHIN O YASHINAU KOTO

- Criar o intuito de esforço! (Esforço)

Mesmo quando não damos conta é importantíssimo está tentando sempre de modo a desenvolver em si a habilidade que não possui. Quando se tem pouca paciência, é suportando um pouco mais que se adquire. Quando se é fraco, é suportando um peso pouco maior que se vai conseguir fortalecer. Esforçar implica, ir alem de nossos limites sejam eles físicos ou espirituais. – Essa máxima deve ser treinada principalmente fora do Dojo: – Esforçar-se mais na escola (nos estudos e no comportamento); – Esforçar-se mais em casa (no respeito e na obediência); – Esforçar-se mais no trabalho (procurar constantemente a excelência)

HITOTSU – REIGI O OMONZURU KOTO

- Respeito acima de tudo! (Etiqueta)

A essência do Karate baseia-se na cortesia. “A pessoa deve pensar de modo mais correto, sentir de modo mais harmonioso, conseguir se movimentar-se com mais equilíbrio e precisão e relacionar-se com os outros de modo mais sensato.” Não aprimoramos para lutar, mas lutamos para aprimorar” e esse aprimoramento deve se revelar em todos os aspectos da pessoa. Não devem importar os motivos, mas sim o nosso comportamento final. Por isso o “acima de tudo”. Quem segue verdadeiramente este preceito não vai justificar depois uma conduta desrespeitosa, mas vai sempre mostrar nas suas atitudes a idéia que abraça. Cortesia, amabilidade e respeitos pelos colegas, professores e pelo Dojo.

HITOTSU – KEKKI NO YU O IMASHIMURO KOTO

- Conter o espírito de agressão! (Autocontrole)

A procura do domínio do corpo obriga o Karateka a por a se mesmo o problema do autocontrole. É indispensável para fazer face ás necessidade de um combate, não perder os seis meios. Conserva um autodomínio rigoroso e imperativo da qual o Karateka consciencioso não pode pensar sequer em se abstrair. Este domínio é tanto melhor e importante quando ele vier a ser submetido a um trino duro, mais perigoso e mais esgotante. O controle produz a calma necessária e a precisão indispensável ao cumprimento de todo o movimento de combate. Do autocontrole depende a precisão do gesto e da precisão resulta a eficácia. Sem autocontrole nem autodomínio não se pode obter grandes resultados.

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Publicado por em 10/10/2011 em Artigos

 

Kihon


      

Os fundamentos técnicos do karate são passados aos alunos através dos treinamentos de kihon, porém, no início, tais princípios eram repassados por intermédio dos kata. É no kihon que o praticante irá desenvolver todo o seu potencial para a arte marcial, bem como preparar o seu corpo para as agruras que virão com o passar dos anos de treino. É também no kihon que o praticante desenvolve o espírito de karatê, pois este é o momento onde os princípios do dojo-kun são postos à prova real e o corpo irá padecer caso o espírito seja fraco ou o desejo de ser karateca não seja verdadeiro.

O caminho do karate é vislumbrado pela primeira vez durante os exercícios de kihon e o sentimento de dever cumprido se manifesta com maior intensidade, mesmo quando o corpo está exausto e quase sem forças para andar. O kihon é uma prática que deve ser feita e desenvolvida para que o karateca aprenda a controlar seus ataques e defesas, pois a partir de um momento aonde se encontra o verdadeiro objetivo do karatê o karateca se transforma em uma arma, tanto suas mãos como seus pés servem de pedra e elástico e seu cotovelos e joelhos servem como rochas que esmagam e sua respiração serve como água, pois a água absorve qualquer ataque. Sabendo controlar sua respiração sua defesa será imbatível e seus ataques mortais. É a prática das técnicas fundamentais sem oponente, os ataques e as defesas devem ser praticados regularmente, aplicados com a máxima concentração e esforço possíveis, de uma maneira rápida e precisa. Isto é, as sessões de kihon permitem ao praticante melhorar a velocidade e a potência de suas técnicas, ao mesmo tempo em que tentam corrigir a respiração, os movimentos de pés e as posturas.

As ações se exercitam de forma simétrica, pela direita e pela esquerda, o que leva a um desenvolvimento físico e técnico equilibrado. Ao melhorar o nível técnico dos estudantes e ao fazer-se mais equilibrado por ambos os lados, estes se voltam espiritualmente mais equilibrados e em harmonia com a natureza. Sendo neste momento, quando surge realmente o entendimento do “Caminho”.

O objetivo do karatê e se defender de quem ataca e propor paz aos dois lados mostrando um coração puro e sem maldade, digo eu que aquele que usa da arte para o mal ele o consumirá, sendo assim o melhor karateca e aquele que evita a luta, pois so assim ele chegará a entender e aprender o karatê-do. Um kihon pode ser movimentos em sequência rápida ou lenta ele serve para sentir a força e a leveza e demonstrar sabedoria através de seus movimentos será analisado seus objetivos tais como humildade e respeito.

Masatoshi Nakayama Sensei (1913-1987)

De acordo com o sensei Masatoshi Nakayama, o karateka deve praticar Kihon tendo em conta:

Forma- O equilíbrio e a estabilidade são necessários para as técnicas básicas. Dando um pontapé — onde só uma perna agüenta o peso de todo o corpo — é um exemplo de técnica onde é importante o sentido do equilíbrio do karateka. Os movimentos de Karate implicam a mudança constante do centro de gravidade corporal, o qual exige um bom equilíbrio e um bom controle do corpo. Ademais, o karateka requer posições e posturas estáveis para dar um máximo impacto num golpe ou para resistir o máximo impacto de uma vez.

Força e velocidade- A força se acumula com a velocidade.A energia muscular, por si mesma, não será capaz de fazer a ninguém sobressalente nem em artes marciais nem em qualquer outro esporte. A potência do kime numa técnica básica de karate se origina pela concentração máxima de energia no momento do impacto e isto depende muito da velocidade com que se produz a ação, não obstante, a velocidade é inefetiva sem controle. Para melhorar isto se precisa um completo conhecimento da dinâmica do movimento e sua aplicação.

Concentração e relaxação da força- O maior nível de potência vem de concentrar a energia de todas as partes do corpo no objetivo, até então, o karateka deve permanecer descontraído e evitar gerar força desnecessária. Como princípio básico, a força será zero ao começo, atingirá cem no momento do impacto e voltará a zero imediatamente depois.

Liberar-se da força desnecessária não significa relaxar a condição de alerta, sempre se tem de estar preparado e pronto para aplicar o movimento seguinte.

Aumento da energia muscular-O conhecimento da teoria e dos princípios não tem valor se falta uma musculatura elástica, forte e bem treinada que permita realizar as técnicas. O fortalecimento dos músculos requer um adestramento constante. Também é desejável conhecer que músculos devem usar-se em cada uma das técnicas. Os músculos que trabalhem por completo e com harmonia produzirão umas técnicas mais fortes e efetivas.

Ritmo e coordenação- Em qualquer esporte a atuação de um bom atleta é muito rítmica sempre, o mesmo ocorre no Karate. Nenhuma técnica tem lugar em solitário, na combinação das técnicas básicas, o karateka deve pôr atendimento na coordenação delas bem como nas técnicas em si mesmas. Adquirir sentido do ritmo e do tempo é uma forma excelente de progredir na arte do Karate-do. Utilização dos quadris- O movimento dos quadris joga um papel fundamental na execução das diversas técnicas de Karate-do. A rotação dos quadris dá força à parte superior do corpo ajudando-nos assim a realizar murros e bloqueios com mais força. A proximidade dos quadris com o centro de gravidade do corpo as constitui os pilares da força, os movimentos estáveis, o bom equilíbrio e a forma correta. É por isto que os instrutores recordam com freqüência a seu corpo discente que há que “bloquear e golpear com os quadris”.

Respiração- O karateka deve combinar perfeitamente sua respiração com a execução das técnicas. Respirar adequadamente aumenta a habilidade do karateka para relaxar-se e concentrar a máxima força em suas técnicas. A respiração adequada (sacando o ar quando se executa um golpe) é imprescindível para fazer kime corretamente, esta não deve ser uniforme, senão que tem de mudar segundo mudem as situações. A ordem destes pontos é casual, isto é, o fato que a respiração esteja em último lugar não quer dizer que seja o menos importante. Todos os pontos citados aqui acima são de igual importância, melhor dito são imprescindíveis para a perfeita realização de qualquer técnica.

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Publicado por em 30/09/2011 em Artigos

 

SEIKEN



O soco correto do karate

Tomeji Ito:

O Seiken é uma das técnicas básicas do Karatê, não importa o estilo. Mas para ser bem utilizado, o praticante deve tomar alguns cuidados que talvez não sejam do conhecimento de todos. Por ser uma técnica básica, o Seiken deve ser treinado até se obter um elevado grau de eficiência.

A TÉCNICA

O soco deve se iniciar na linha da cintura, com a mão fechada e os dedos para cima, no nível da cintura. Ao levar o braço para frente, procurar mantê-lo encostado ao corpo, raspando no tronco. Quando o cotovelo chegar à cintura, a mão deve começar a sua rotação, completando-a apenas quando ela atingir o alvo. Isso garante um impacto muito maior, ajuda à obtenção do KIME (concentração de força total no alvo) e dificulta a defesa, pois a mão que ataca está em rotação.

É importante salientar ainda três itens:

a) Não se deve esticar completamente o braço. Isso causa perda de energia no impacto e pode ocasionar lesões.

b) Deve-se dar o soco não no oponente, mas ATRAVÉS dele. Imagine que está acertando em algo atrás do oponente, devendo atravessá-lo com a mão para alcançar esse alvo. Isso aumenta em muito a potência do soco. Se você tentar acertar o oponente, seu braço estará completamente esticado quando você alcançá-lo e não terá energia para causar o estrago que você procura.

c) O soco deve ser impulsionado com um movimento de quadril SEMPRE. Quem comanda este tipo de golpe é sempre o quadril, do contrário o soco não terá a potência necessária.

Não devemos nos esquecer também de manter a coluna reta o tempo todo e de golpear na linha central do corpo. Se você desferir o golpe de maneira reta. Não conseguirá atingir o alvo. Todos os golpes do karate se direcionam a linha central.

Deve existir uma contração total do corpo no momento do impacto, transferindo toda a energia do movimento para o oponente. A respiração, peça vital no combate, deve ser cuidadosamente controlada, efetuando uma EXPIRAÇÃO quando o soco for desferido, de preferência com a emissão conjunta de um KIAI. Mais uma vez devemos insistir no KIME. Este termo designa todo um conjunto de fatores que são decisivos num Seiken bem dado: respiração, concentração, quadril, coluna, atravessar o alvo, rotação adequada da mão, etc.Quando se acerta um Seiken com KIME, todo o seu ser está naquele golpe e ele é decisivo. Isso qualifica a antiga máxima do Karatê, : parar o oponente com apenas um golpe.

Autoria: Mestre Tomeji Ito – faixa preta 7º Dan em Karatê Shotokan e vice-presidente da Federação Paulista de karate.

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Publicado por em 25/09/2011 em Artigos

 

Como ser um bom professor de Karate


Como ser um bom professor de karate

O karatê no Ocidente, e especialmente nas Américas, teve um grande desenvolvimento devido ao entusiasmo dos jovens nesse tipo de luta. A iniciação do ensino do karatê se deve a emigrantes japoneses que aqui vieram para trabalhar nas mais variadas profissões. Alguns deles, com um vago conhecimento da arte do karatê que haviam treinado. Em seu País de origem, nas suas demonstrações, feitas com muito entusiasmo, despertaram a curiosidade dos nossos jovens, alcançando um grande sucesso. Isso fez com que o karatê no Ocidente e especialmente nas Américas tivesse bastante sucesso, mesmo sendo desenvolvido de forma empírica e com pouca teoria.

Os nossos mestres dependiam de uma autorização do EMBU DOJÔ (Dojô Central) no Japão para ministrar aulas, onde registravam o maior número possível de alunos, pois dessa forma aumentavam o seu prestígio pessoal com as organizações de karatê japonesas da qual eles faziam parte, tornando-se um “representante do estilo”. Assim, para aumentar o número de adeptos formava um faixa preta o mais rapidamente possível, mesmo quando estes não tinham condições técnicas. O culto ao faixa preta foi o principal responsável em produzir um vazio mental na maioria dos karatecas do passado, provocando a tendência a fomentar a imitação cega e a aceitação de frases já digeridas. Na realidade, isso desmotivou completamente a reflexão individual, pois fazer perguntas a um. Faixa preta era considerado uma impertinência, quase um sacrilégio.

O título de “faixa preta” chegava parelho a ideia de que quem o era tinha algum tipo de união Mística com o poder universal. Por isso, as afirmações de um faixa preta eram sempre aceitas, mesmo quando estavam completamente equivocadas. Para o bom karateca e para o bem do karatê, é necessário. Que termine essa atitude de aceitação passiva. Devemos entender que um faixa preta é sempre um sinal de eficiência pessoal no que se refere a dar socos e chutes, porém, isto não tem nenhuma relação com a capacidade dessa pessoa como professor (mestre), isso não é um indicador de seus conhecimentos teóricos. Atualmente, com o aperfeiçoamento dos treinamentos, pode se formar em dois ou três anos um faixa preta. O que podem saber essas pessoas do caratê em geral? E isso também não diz nada dele como pessoa, pois um faixa preta pode ser tão imaturo como um faixa branca. A capacidade de um homem como professor treinador ou como dirigente esportivo deve ser julgada unicamente a partir de seus méritos pessoais, pois um título que depende de uma habilidade muito especial, não pode substituir o conhecimento e a integridade pessoal.

Assim sendo, um homem deve ganhar a sua posição e respeito baseado em seus esforços incansáveis, tanto no Dojô como fora dele. O karatê oferece uma grande oportunidade de auto expressão e se uma pessoa alcança um nível elevado nesta auto expressão ganhará respeito por esse esforço, supondo que tenha sido sincero, humilde. O karatê necessita dessa classe de homem. Esperamos que os encontre.

   O primeiro trabalho de um professor de karatê é aprender como apresentar seus conhecimentos a seus alunos da melhor forma possível, pois deve haver sempre um método de ensino definido no qual o professor tenha confiança.

A confiança se desenvolve com o saber, mas o conhecimento deve ser geral e de forma que abranja a todas as coisas. Se uma pessoa se propõe a ensinar, deve primeiramente aprender as metodologias de ensino e como aplicá-las conscientemente, pois estas lhe serão de muita utilidade, e o ajudarão nas dificuldades que poderão aparecer na primeira vez em que se encontrar diante de uma classe de alunos. Gradualmente: a experiência, a aplicação de conhecimentos e a imaginação farão com que o instrutor construa seus próprios métodos, porém até que chegue a esse estágio, o que se segue pode ter utilidade. Daremos uma rápida vista no processo de aprendizagem, pois dar uma relação completa dos argumentos das diferentes escolas psicológicas, as quais pretendem explicar o que é aprender, seria um objetivo muito ambicioso.

Por isso, será feita uma breve descrição das duas principais escolas ou correntes, que por razão de utilidade são de aplicação mais conveniente ao ensino do caratê e do movimento técnico, sendo denominada PERCEPÇÃO A POSTERIORI E REFLEXÃO. A Percepção a Posteriori, trata do tipo de aprendizagem baseada no processo de prova e erro (errando se aprende). Enquanto que, Reflexão (Gestalt) trata de aprendizagem por meio da aplicação do conhecimento e da experiência a um problema específico.

A Percepção a Posteriori e Reflexão são igualmente importantes, mas quando o problema global é percebido na sua totalidade se produz uma reflexão e o problema pode ser resolvido com uma maior facilidade. Na atualidade, a denominação dada para a Teoria da Reflexão é Método “Sintético-Analítico Sintético ou Global-Parte-Global” e para Teoria da Percepção a Posteriori é “Analítico-Sintético” ou “Parte Global”.

Resultados experimentais afirmam que o método “Global-Parte-Global” é o melhor para iniciantes e o método “Parte Global” é melhor para os alunos mais avançados.

Muitos professores de bom nível técnico, mas que chegaram a esse nível a “duras penas” com muita prática e pouca teoria, usam o método “Parte-Global” com os  alunos iniciantes, decompondo um golpe ou uma técnica em várias partes distintas e ensinando ao principiante cada uma das partes, por exemplo: aonde por o pé direito e o esquerdo; aonde deve ser colocada cada mão; como fazer um passo nas posições de caratê; etc.

Quando o aluno “dominar” todas as partes, permitem-lhe que experimente o movimento global. Raríssimas vezes mostram o movimento ou a técnica com a sua finalidade, pois o próprio instrutor demonstra unicamente uma parte de cada vez. Desse modo, o principiante não tem idéia de que aspecto tem o produto final, e o resultado é uma progressão técnicas muito pobres, havendo trancos de movimentos a outros movimentos, tão ineficazes como feios. Por isso, essa forma de ensino é mais apropriada para alunos ou atletas que têm uma visão final do objetivo.

O método “Global-Parte-Global” consiste em deixar o principiante executar o movimento Global de uma técnica, tratando de imitar o instrutor que demonstrou o movimento “global”, sendo que aqui o instrutor deve ser um bom executante porque a imagem do movimento técnico vai ficar gravada na memória do aluno. Não importa que o resultado seja pobre quando se consegue fazer “sentir” o movimento da técnica em maior ou menor grau. Partindo desse ponto então o professor separa as partes que acha que podem ser melhoradas e então retorna a colocá-las no movimento global, antes que o global se perca de vista. O movimento global está presente na mente a todo o momento, não se pode deixar que nenhuma “parte” concreta assuma um papel dominante no desenvolvimento. Além disso, deve-se motivar cada pessoa que trata de realizar o global a sua própria maneira, conforme o seu biótipo. Além disso, a expressão da sua personalidade (criatividade) se considera mais interessante que qualquer característica imposta arbitrariamente por um instrutor.

Concluindo:

1. Para os alunos iniciantes é aconselhável o método Global-Parte-Global (Reflexão).

2. Para os avançados é melhor o método Parte-Global (Percepção a Posteriori).

O QUE É A TÉCNICA ?                   

O seu significado pode variar conforme o contexto, mas para o karatê podemos dizer que a técnica é uma sucessão de movimentos realizados para alcançar um objetivo pré-determinado com a mínima quantidade de esforço e com o máximo aproveitamento de acertos e regularidade. Primeiro se deve entender o que é a sucessão de movimentos, pois se quisermos melhorar o nosso movimento técnico devemos repetir o Global, isto é, a sucessão completa de movimento, porém não de uma forma inconsciente, visto que a transferência de uma técnica não é um processo automático.

Muitas pessoas parecem estar convencidas de que ao repetir com suficiente frequência uma sucessão de movimentos, estes se associarão de alguma forma para melhorar a técnica. Assim sendo, supor um progresso automático por estar repetindo centenas de movimentos é uma premissa muito duvidosa – “A repetição ou a mera sucessão de movimentos tem pouca força, talvez nenhuma, como causa de aprendizagem”. Da mesma forma que se aprendem técnicas eficientes, pode ocorrer na repetição de se acentuar o “erro”, principalmente quando ocorre a fadiga muscular. Basta observar alunos ou atletas que se dedicam com excesso a fazer centenas de movimentos para melhorar a técnica e conseguem, sim, mais resistência para aquele movimento, mas o seu golpe geralmente é lento e falho no tempo e distância quando da aplicação prática.

O bom professor deve controlar os seus alunos e não permitir que façam o que querem. Muitas vezes o aluno não entendeu e exagera determinados exercícios pensando que assim aperfeiçoará a sua técnica, mas isso pode lhe causar riscos de lesões e nenhum aproveitamento técnico. Desta forma, deve-se ter cuidado com o entusiasmo do jovem. Por exemplo: o que ocorre com esse tipo de aluno é o que ocorre com quem se dedica ao levantamento de pesos. Ver o aumento da força e o volume dos músculos é muito mais fácil e aparente e a motivação para esse tipo de exercício é maior. Agora, perceber o aprimoramento de uma técnica é mais difícil e é aqui que se deve  ter muito cuidado.

O professor deve estudar e esforçar-se o máximo para que o aluno não perca a motivação, encontrando sempre novos métodos e sistemas de treinamento com a finalidade de melhorar a técnica.

MOTIVAÇÃO

   O professor deve ter muita habilidade para manter o aluno motivado porque o êxito na aprendizagem é vital. O aluno deve sentir que está melhorando tecnicamente e o professor deve aplicar-se ao máximo nesse ponto. Às vezes é bom demonstrar algumas técnicas ou movimentos de kata com intenção de induzir os alunos a maiores esforços. No entanto, converter a sua demonstração em exibição pode causar um desconcerto nos alunos, pois aqueles que não conhecem ainda a causa do aprimoramento técnico – que é adquirido com  um treinamento intenso e adequado  – estão vendo somente o resultado final dessa dedicação e podem ficar convencidos da absoluta falta de habilidade e condições de um dia poderem fazer o mesmo ou ainda, de que quem está demonstrando tem algum dom especial.

O karatê tem uma motivação própria muito particular: a dos graus, exames de faixas de kyu e dan. Muitos esportes não oferecem esse incentivo.

Enquanto que o karatê, além do prazer que propiciam os seus movimentos, proporciona os exames de promoção de faixa, infelizmente um pouco deturpado pelos interesses comerciais de alguns professores. Mas que, sem dúvida é a causa de muita gente trabalhar duro em seu treinamento para conseguir a faixa seguinte, porém isso é uma faca de dois gumes: se o aluno não consegue a faixa seguinte depois de uma quantidade de esforços que o indivíduo considera normal (e quem sabe quanto é isto?), pode ocorrer que perca o interesse e deixe o karatê por completo. Ou pior: alguns indivíduos fracassam nos exames de faixa preta, criam as suas “organizações” outorgam a si mesmo o grau, ou passam para outras “organizações” de estilo para obter a promoção.

Infelizmente, isso ocorria muito em um passado não muito distante. No entanto, hoje, com a fiscalização das Federações em conjunto com a Confederação de karatê, todos podem se habilitar aos exames e terá um julgamento justo visto os parâmetros de cada um, como: idade, sexo, participação no desporto, etc. Sem dever favor algum às “organizações de estilo”.

A COMPETIÇÃO

A competição, no contexto da aprendizagem, significa normalmente uma motivação maior para o aluno seguir melhorando a técnica, tanto no kumite como no kata. A competição tem dois objetivos: um é estimular a aquisição da técnica e o outro, é simplesmente manter o interesse do aluno e evitar o aborrecimento.

   Existe nas academias de karatê um dogma comumente aceito que diz que: se uma pessoa quer melhorar a sua técnica ou aprender a ser um bom lutador, deve praticar com gente de grau superior ou de nível técnico elevado. Esse é um erro muito grande. Se a repetição de um movimento técnico, desde que não excessivo como foi visto na questão técnica, é parte essencial para se obter um bom golpe, e todas as autoridades estão de acordo com isto, de que o golpe deve ser repetido com frequência e êxito.

No entanto, se o treinamento é feito sempre com alguém superior, dificilmente se conseguirá aplicar ou repetir o movimento técnico proposto para o treinamento, pois o atleta de nível superior não o permitirá. Se por um lado o praticante de nível técnico inferior pode obter vantagens como melhorar a sua defesa, resistência e garra, por outro lado, nunca melhorar a sua técnica de aplicação. O atleta de nível superior quando treina com um inferior às vezes deixa aplicar alguns golpes, isto não é aprendizagem. Para melhorar a técnica, o aluno deve praticar com companheiros de nível inferior ou igual a ele, pois somente desta forma poderá repetir a sua técnica o suficiente para melhorá-la.

Cabe ao professor fazer entender aos alunos que o jyu-kumite ou kumite esportivo (com regras), nada mais é que uma forma de estudo das aplicações técnicas e táticas do karatê, e não um movimento de fúria selvagem. A diversão também é de muita importância na aprendizagem, pois para que se tenha um ótimo nível de aprendizagem, deve-se ter diversão  em seu processo.

Em algumas academias (dojôs) torna-se difícil entender o porquê das pessoas praticarem karatê, uma vez em que todos estão com a “cara fechada” e o ambiente é depressivo. Naturalmente que deve haver tranquilidade, produto do esforço e concentração, porém isso não significa que deva haver desânimo.

O jogo e a brincadeira têm um papel importante na aprendizagem do homem. A teoria da catarse diz: “O jogo é catártico em sua ação, isto é, facilita uma saída a certos instintos e emoções reprimidas que não podem encontrar uma expressão direta suficiente nem na infância e nem na vida adulta”.

Na vida civilizada, o instinto de agressividade, por exemplo, não encontra um campo de ação suficiente, pois somos lutadores por natureza e temos que lutar e é por isso que o homem civilizado luta no jogo. Desta forma, qualquer jogo é um simulacro de combate em que não tem derramamento de sangue, mas sem dúvida se libera a energia deste instinto ao promover um canal para a sua expressão.

A IMPORTÂNCIA DA DEMONSTRAÇÃO

   É de muita importância a apresentação inicial quando se for utilizar o enfoque global-parte-global para ensinar um golpe, e nesse caso deve-se lembrar o seguinte:

a) Executar a demonstração o melhor possível. A primeira imagem de uma técnica vista pelos alunos é de suma importância. Não se deve fazê-la lentamente, pois querendo que os alunos captem a verdadeira imagem do movimento ele deve ser feito dentro da velocidade e impacto do golpe; é importante que os alunos gravem o movimento verdadeiro. Após isso poderá ser feita uma demonstração lenta, mas deve-se sempre terminar com uma apresentação rápida;

b) Quando pedir aos alunos que repitam o movimento deve-se verificar que o façam com velocidade. A velocidade é uma parte da forma, portanto deve ser posta em relevo desde o princípio;

c) Não terminar uma aula com demonstrações particulares. Deixe que os alunos tentem, mas cada um dentro da sua possibilidade. O melhor a fazer é deixar que os alunos mais avançados demonstrem a mesma técnica que o professor explicou, pois assim os demais terão também uma imagem distinta em relação à apresentação do  professor e a do executante. Se o professor demonstrar todas as técnicas há o perigo de os alunos copiarem o seu método pessoal em aplicar uma técnica, e isto não é conveniente. O que se deve transmitir é a imagem geral do movimento e não o estilo pessoal de cada indivíduo.

EDUCATIVOS (Uchikomi)

    O educativo de um golpe, comumente chamado de uchikomi, ou seja, a repetição de um determinado movimento para se criar um hábito correto para a aplicação de uma técnica, faz parte das instruções de karatê. No entanto, um professor nunca deve esquecer que a técnica ou a execução de um golpe não é um hábito, pois o hábito requer conformidade a uma sequência de ações motoras já estabelecidas. Enquanto que no movimento livre de kumite os momentos quase nunca se repetem. Desta forma, fazer centenas de repetições parados e depois querer que esse hábito adquirido se repita quando se estiver em movimento é quase impossível.

É tarefa de um treinador inventar situações que produzam uma técnica eficiente adquirida a partir de um movimento fixo, ou seja, o oponente fica parado quando do uchikomi, mas no kumite livre isso não deve acontecer. Então, deve haver educativos que se aproximem dos movimentos reais de luta, nos quais especialmente o momento (tempo) e o espaço (distância) entre os dois lutadores (o famoso MA-AI, tão falado quanto mal explicado) possam ser adquiridos para transformar a técnica em um movimento de perícia.

EXPLICAÇÕES

A capacidade de uma classe de alunos em aprender depende muito da forma como o professor apresenta a instrução. Por isso, o professor deve estar consciente do que explica e de como o faz. Os seguintes pontos podem clarear esse objetivo:

a) Se tiver dúvidas, escreva-as. Quando o professor tem pouca experiência será proveitoso escrever o que pretende explicar. Talvez não chegue a utilizar o que escreveu, mas servirá para esclarecer as suas ideias;

b) Ser breve ao falar e observar para que não falte nenhum ponto. Não esquecer que os alunos querem fazer karatê e não ouvir um discurso;

c) Ser conciso. O professor deve conhecer a fundo as teorias relacionadas com qualquer técnica que pretenda ensinar. A confiança dos alunos no professor aumentará enormemente se ele der a impressão de que conhece a matéria a fundo;

d) Mudar o enfoque. Se os alunos não entendem uma forma de instrução, o professor deve ter a capacidade de mudar as palavras, mudar o método, usar outra forma de instrução e é aí que o conhecimento amplo de outras matérias pode ser útil. O professor deve supor que é sua culpa se os alunos ou um aluno não entendeu suas explicações. Talvez não seja assim, mas é uma hipótese mais segura e realista. Portanto, deve modificar a forma de instrução até conseguir que o entendam;

e) Não ser irrelevante. Quando se ensina uma técnica, deve-se ser objetivo e ir direto ao ponto. As informações acessórias podem ser interessantes em determinadas circunstâncias, porém durante o período de aprendizagem de uma técnica, na qual é necessária uma concentração plena, isso pode distrair e provocar confusão;

f) Não pensar que os alunos já sabem algo determinado. Se os alunos são sempre os mesmos isso pode acontecer. No entanto, sempre há algum aluno novo, especialmente em academias ou até pode ocorrer de ter que dar aula a um grupo novo como em cursos, ou ministrar aula para uma turma que foi orientada por outro professor. Assim, explique sempre o que pretende e onde quer chegar;

g) Sempre que possível utilizar o enfoque positivo na instrução e reduzir ao mínimo o negativo. É preferível o uso do “certo” do que o “errado”. Uma das falhas dos métodos antigos era que falavam muito “está errado”. Nesse contexto, o aluno estava tão preocupado com o errado que acabava se esquecendo do certo;

h) Incentivar a todos é importante. De um ponto de vista psicológico se deve  incentivar os alunos em seus esforços. É necessário fazer correções, o que implica dizer-lhe que está fazendo algo que não é correto, porém aí o professor deverá estar junto do aluno até que acerte e mereça um elogio. Não serve para nada dizer que está errado e ir embora.

 UTILIZAÇÃO DA VOZ

A forma como se diz as palavras são tão importante quanto o significado das mesmas.

a) O professor deve se assegurar de que os alunos estão escutando antes de começar a falar. Para estar seguro que isso ocorra é conveniente usar algum tipo de recurso auditivo, por exemplo: palmas ou um apito que indique aos alunos que devem interromper o que estão fazendo e escutar. Evitar falar aos alunos enquanto estão trabalhando, pois não vão escutar ou irá interromper a sua concentração;

b) Colocar os alunos em uma posição em que todos possam ouvir facilmente. Isto significa que devem estar todos em frente do professor, não em círculo, senão aqueles que estão as suas costas terão dificuldade em entender o que está dizendo;

c) Falar alto e claro: procure não murmurar. A experiência ajudará nesse aspecto. O professor dirá o que quer dizer de forma clara e lenta com o mínimo de interrupções;

d) Introduzir variedade no ritmo e tom de voz. Não vacilar em dar um grito ocasionalmente, e especialmente se os alunos diminuírem o ritmo do treino. O professor pode até baixar a voz como num sussurro para obter efeitos positivos, pois os ouvidos se aguçam e aumenta a atenção. Lembrar que uma voz de tom uniforme é normalmente uma voz monótona, e uma voz monótona produz cansaço e com o cansaço vem a falta de atenção e o esforço diminui. Convém saber utilizar a voz para manter a classe desperta e ativa;

e) Falar sempre de algum lugar estabelecido do Dojô. O professor deve estar sempre em movimento para dirigir-se a todos pelo menos uma vez, porém deve sempre voltar à mesma posição quando introduzir um novo ponto. Assim, quando os alunos ouvirem o sinal saberão imediatamente onde olhar para escutar.

OBSERVAÇÃO:

A habilidade de um professor/instrutor para ver o que ocorre durante um ataque simulado ou real tem uma importância fundamental. A experiência adquirida nessa observação determina o tipo de técnica que está ensinando e se ela vai ser eficiente ou não. No caso de aula coletiva é bom lembrar os seguintes pontos:

a) Comprovar a intervalos frequentes se o ritmo de ensino é muito lento ou muito rápido para os alunos, e se eles estão assimilando o fluxo de informações. O professor deve sentir o ambiente da aula e ser capaz de fazer adaptações imediatas em seu plano de aula dependendo dos alunos e das ocasiões que se apresentarem. Essa habilidade será mais importante quando o professor trabalha com grupos distintos, por exemplo: mulheres, crianças e pessoas idosas, pois cada grupo necessita de um ritmo diferente e o professor tem de ser capaz de dá-lo;

b) O ritmo de aprendizagem de cada aluno é diferente. Alguns captam rápido e querem ir em frente, enquanto outros “a duras  penas” conseguem acompanhar. Esse é um problema difícil e geralmente o professor tem que ajustar a sua aula para os mais lentos. No entanto, não ao mais lento, pois esse deve ser colocado a parte para uma instrução individual suplementar que deve ser feito com o máximo cuidado, pois ninguém gosta de ficar de lado. O mesmo problema acontece com os mais adiantados e a estes também se deve dar objetivos adicionais que exijam maior esforço e coordenação;

c) Quando um professor olha para uma determinada dupla, geralmente se concentra nos erros dos movimentos de um dos dois para poder sugerir maneiras de poder eliminar as falhas. No entanto, não deve esquecer que os erros podem ser devidos a uma razão diferente da possível incapacidade do aluno em executar o movimento corretamente. Por exemplo: pode ser culpa do oponente, pois se o oponente é muito grande ou muito pequeno ou tem uma reação errada, qualquer dessas suposições inutilizará o movimento ofensivo do outro. O professor deve decidir do que se trata e se é preciso mudar a dupla.

Em um treinamento de alto nível, por exemplo, de competidores internacionais, a incapacidade para executar de forma satisfatória o treinamento pode ser por causa de fatores emocionais (problemas familiares, financeiros, etc.) O treinador deverá interessar-se pelos problemas das pessoas que estão aos seus cuidados para poder compreendê-los e ajudá-los em determinadas circunstâncias. Também o enfoque da instrução tem que ser diferente em cada região para adaptar-se às pessoas de cada lugar. O sulista é diferente do nordestino, que por sua vez é diferente dos moradores do centro-oeste. Então, para conseguir o máximo de cada um é preciso compreendê-los e analisá-los.

IMAGINAÇÃO    

   O caratê contribui para a Educação Geral, e um dos objetivos principais da educação é estimular a imaginação do indivíduo.

    O método da Reflexão (Gestalt), já comentado, no qual o princípio é não induzir o aluno a determinados movimentos, e sim fazer que ele deduza qual é o melhor caminho.Uma das principais vantagens desse método é provavelmente sua capacidade para satisfazer simultaneamente a vários níveis distintos. Nos curso de karatê é sempre um grande problema a diferença de nível técnico, por exemplo: de segundo dan a sexto kyu. Como ensinar a um grupo tão heterogêneo? Se se dirigem instruções aos graus superiores, os inferiores ficam prejudicados, da mesma forma, quando se ensina aos faixas brancas os pretas ficam desmotivados. Desta forma, um plano de ensino bem imaginativo pode satisfazer a todos, pois cada um resolverá o problema segundo as suas experiências. Tudo o que o professor deve fazer é controlar o desenvolvimento resultante.

CONCLUSÃO

   Essas regras como todas as de condutas, devem ser assimiladas. Há uma história ZEN que diz: “o peixe é bom para você, porém não é bom enquanto está no prato ou na boca, nem quando está no estômago, mas somente quando deixa de ser alimento e é absorvido pelo sistema digestivo, aí é bom para você”. Qualquer outro caso nesse aspecto que somente quando for absorvido completamente pode produzir um beneficio real.

    O professor de caratê deve tentar se ver como parte de um sistema geral da educação. Sua obrigação não consiste unicamente em fazer karatecas melhores, mesmo que isso seja uma parte essencial de seu trabalho, mas também em tratar de melhorá-los como cidadãos, ampliando seus campos de interesse e aumentando seus conhecimentos em todo o tipo de disciplina que os ajudará a serem pessoas mais felizes e completas.

      O caratê é uma atividade muito simples, portanto, deve-se tomar cuidado com os mestres que tem comportamentos dúbios e místicos, que às vezes se improvisam como tais em respostas a uma questão psicológica típica dos ocidentais. Por causa da diversidade de estilos, o panorama do caratê no mundo em geral é confuso e contraditório.  Esta contradição também foi exportada do Japão para os vários países Ocidentais, mas é conveniente não aceitar as coisas sem antes fazer uma filtragem com os parâmetros ocidentais. Podem ser perigosos e alienantes! Evite os dogmas! Ao considerar os vários estilos de caratê, verifica-se que, bem feito, todos os estilos são bons. Faça um caratê aberto a todas as experiências técnicas. Evite ficar ligado tecnicamente a um só mestre. Procure mais informações. Talvez assim caiam as barreiras que hoje dividem o caratê.  Essas divisões no passado eram de ordem técnica e filosófica, mas muitas vezes tinham conotações político-financeiras que infelizmente tiravam o brilho dessa arte maravilhosa.

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Publicado por em 25/09/2011 em Artigos

 

Os tipos de lutadores


O emocional: Luta com os sentimentos, sensível, com o coração;

O corporal: Se expressa durante o combate com os movimentos, gestos, corpo;

O cerebral: Luta sempre com o pensamento, inteligência, cérebro.

Você com certeza é um destes lutadores. É importante descobrir que tipo você é, e com este dado elaborar um treinamento próprio.

Lutador cerebral:

Forte inclinação a passividade, trabalha muito bem a parte defensiva. Controla a área de luta com perfeição, considera sua, arma armadilhas e quase sempre espera momentos favoráveis para si.
Possui um grande domínio da distância longa. Prefere esperar e segurar resultados a se arriscar. Não se preocupa com o tempo. Se guia pela razão e não pela emoção. Não luta para o público, luta para si ou para a equipe, é um lutador de resultado. Não lhe interessa ganhar por 1 ou por 8 pontos de diferença.
Entendemos o lutador cerebral como aquele que não enfrenta abertamente o seu adversário, espera pelo erro e dá o bote. Contrariamente ao que se pode pensar, sabe atacar com determinação, força e precisão quando necessário.
Possui um ótimo sentido de oportunismo. Gosta de lutar em círculo, evitando golpes diretos e defendendo com esquivas, utiliza muito do contra ataque (responde a todas as ações do adversário e seleciona o momento certo de golpear) e da antecipação (utilizando-se de sua excepcional capacidade de antever de forma lógica as reações do oponente).

Lutador emocional:

São claramente ofensivos, gostam de trabalhar intimidando, invadindo o campo do adversário e forçando ao combate aberto.
Buscam o corpo a corpo, distância curta, e tentam acabar o combate de forma rápida. São impulsivos e tentam impor um ritmo fortíssimo a sua luta, utiliza o coração e não dá espaço a razão.
Suas técnicas são muito fortes e vigorosas. São muito sensíveis e intuitivos. Par lutar bem, precisa sentir a luta em toda a sua intensidade. Recebe muitos golpes, pois luta de peito aberto, sempre procura o combate
Lutam em linha, com técnicas rápidas, diretas e simples. Possui um amplo repertório de técnicas ofensivas. Gosta de enfrentar o adversário impondo pressão.

Lutador corporal:

Grupo de lutadores, com intenso domínio de técnicas, polivalentes e se movem com grande soltura, e combatem em qualquer situação.
Gostam de lutar no centro. Sua distância preferida é a média, mas são capazes de lutar em qualquer outra.
Luta de forma bonita, recebendo o aplauso do publico, envolve o adversário com o seu movimento e técnica perfeita. É reconhecido como um grande lutador, não por impor força ou lutar por resultados par ser campeão, mas por suas lutas de beleza incomparáveis.

 

 
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Publicado por em 20/01/2011 em Artigos

 
 
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